quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Iperó, 24 de setembro de 2014 (Moção de solicitação ao Senado Federal)

Dois anos e um mês de masmorra injusta e cruel.

Acabo de perder um dente por total falta de atendimento. Esta é a realidade atrás da virtualidade do Sistema repressor paulista, corrupto e cruel.

Nunca desistiremos da verdade.
Abençoada luz da "Real Verdade".
Na divina verdade de Jah mora a nossa vitória.

"A lei do Senhor é perfeita, pois reconforta a alma; o testemunho do Senhor é fiel, pois faz sábio o simples. Os mandamentos do Senhor são retos, e alegram o coração; o preceito do Senhor é puro, e ilumina os olhos. O temor do Senhor é limpo, e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdade, todos justos." (Salmo 19-7,8,9)

Não existe nenhum sacramento mais antigo na história das religiões que a cannabis. Em meu livro "A maconha e as religiões", nós mostramos que desde a época em que nossos ancestrais habitavam cavernas, o uso da cannabis já era ritualístico. As cerimônias primitivas realizadas ao redor do fogo já usavam a cannabis em forma de nuvem (fumaça) como interface sacramental com a numinosidade, com o divino. Assim nos ensina Heródoto, o mais respeitado pesquisador e historiador da religião.

Na literatura mosaica, a cannabis tem participação intrínseca. Ela é a "Árvore da Vida". Foi através dela que Jahvé se comunicava com Moisés. Ela era o incenso de aroma agradável, o azeite de iluminação do tabernáculo, a flor de farinha do pão ázimo, o santo óleo de unção conhecido como cannenbosm ou calamus, a nuvem que inundava o tabernáculo e cobria o Monte Sião. Suas cinzas estavam presentes no holocausto. Ela também está presente no sonho do Faraó: "...tornou a dormir e sonhou outra vez. Que de uma só cana brotavam sete espigas cheias e boas, e que depois delas saiam outras sete espigas miudas e queimadas do vento oriental; e as setes espigas miudas devoravam as sete espigas grandes e cheias. E despertou o Faraó, e eis que era um sonho." (Gênesis 41-5,6,7)

Do Pentatêuco, o livro do Êxodo é a maior prova do poder divino da Erva Sagrada Cannabis e testifica: "Então uma nuvem cobriu o tabernáculo de reunião e a glória do Senhor encheu o tabernáculo. Moisés não podia entrar no tabernáculo de reunião porque a nuvem estava sobre ele e a glória do Senhor enchia o tabernáculo. Quando a nuvem se levantava de sobre o tabernaculo, os flhos de Israel caminhavam em todas as suas jornadas; se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam até o dia em que ela se levantava. Porque a nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernáculo e o fogo estava de noite sobre ele, aos olhos de toda a casa de Israel, em todas as jornadas." (Êxodo 40-34~38)

São centenas as citações da Sagrada Cannabis nas escrituras bíblicas, antropológica e históricamente comprovadas.

Nós da doutrina Rastafári de fé copta, declaramos o direito pétreo do uso sacramental da santa planta Cannabis em nossa confissão religiosa.

Nossa crença segue os preceitos do Velho Testamento com compreensão não-mística: compreendemos a Erva Cannabis como um canalizador para o Espírito Santo. É nosso direito indissociável.

O Rastafarianismo é uma cultura religiosa reconhecida universalmente; é um movimento religioso monoteísta onde reconhecemos “Jahvé” ou “Jah” como nosso único Pai e Senhor, exatamente como é pregado no Velho Testamento.

A cultura religiosa Rastafári se baseia na convicção da paz universal, refutando absolutamente qualquer forma de violência; na fé inquebrantável do amor fraterno universal e principalmente no santíssimo respeito e reverência ao nosso único e poderoso Pai Jah, Senhor dos senhores, Rei dos reis, Leão conquistador da tribo de Judá.

Por este motivo, de direito universal da pessoa humana, é que nós da “Primeira Igreja Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil”, entidade civil religiosa legalmente constituída, com sede na cidade de Americana-SP, com CNPJ nº 14.878.444/0001-39 e Inscrição Municipal nº 84.409, vem mui respeitosamente perante a Assembleia desta nobre Comissão, de maneira antecipada,  para o resguardo dos direitos fundamentais reconhecidos no Pacto de São José da Costa Rica, de 22 de novembro de 1969 e promulgado no Brasil pelo Decreto 678 de 06 de novembro de 1992, mais precisamente nos Artigos 11, 12, 13, 15, 16, 24 do Capítulo II, o Artigo 29 do Capítulo IV, além do Artigo 33 do Capítulo VI deste digníssimo Pacto, bem como no santo verbo da Constituição da República Federativa do Brasil, onde encontramos no Título II dos direitos e garantias fundamentais; Capítulo I dos direitos e deveres individuais e coletivos; Artigo 5º, de forma pétrea e inequívoca: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
 I -  homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
VI -  é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
 VIII -  ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX -  é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
Também nos Artigos X, XI, XVI, XVII, XXI, XXXV, bem como o Artigo XXXVI, a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;
XXXVII não haverá juízo ou tribunal de exceção;
XLI a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais.

Por todo este arcabouço de direitos fundamentais e constitucionais é que nossa entidade religiosa solicita a inclusão do reconhecimento do Uso Religioso no escopo do atual projeto de lei, estando, assim, o uso religioso regulamentado ao lado do uso medicinal e do uso industrial e agrícola.


Outra emenda que a nossa Igreja vêm pleitear para este tão importante projeto de lei é a anistia aos penitenciados com base no Artigo 33 da Lei 11.343 de 2006, que tenha como envolvimento exclusivo a Cannabis. Devemos lembrar-nos do direito legal e dos benefícios sociais desta anistia.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Iperó. 05 de agosto de 2014 - A nove dias do segundo aniversário do meu injusto cárcere.

Com o coração constrito pelas tribulações que o meu anjo da guarda passa neste momento, venho solicitar atenção sobre a violenta repressão que os membros da Primeira Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil estão sofrendo.

Todos os membros da diretoria da nossa instituída Igreja estão citados em processo criminal no Fórum da Comarca de Americana.

A Sra. M.S.M, 52 anos, dos quais mais de vinte anos prestados ao funcionalismo público municipal de Americana, tesoureira da nossa registrada entidade religiosa, sentou-se ontem no banco dos réus, perante o juiz, para responder por tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes. Uma tese surreal do Ministério Público local, que tenta distorcer a realidade dos fatos.

As garantias constitucionais dos direitos humanos universais desta mulher venerável e dos demais irmãos/companheiros e irmãs/companheiras estão sendo triturados por um espírito truculento e repressor, que se apossou “del alma vechia” e atormentada e psicologicamente equivocada do acusador público e do respeitado juiz local.

Como única forma de protesto contra a violência física e psicológica que nossa igreja e seus membros vêm sofrendo do poder repressor, estamos aqui declarando em nome da única e numinosa verdade que NÃO SOMOS CRIMINOSOS, NÃO SOMOS TRAFICANTES, NÃO SOMOS INIMIGOS PÚBLICOS (como a promotoria tenta catalisar), NÃO NOS UNIMOS PARA FORMAÇÃO DE QUADRILHA!

Socorro, Senhor! Tende compaixão destes irmãos e irmãs que não cometeram crime algum. Ajuda-nos, pois que somos apenas pessoas que se congregaram em caráter privado para celebrar a verdade, a paz, a justiça, a compreensão e conhecimento, o amor incondicional ao próximo e, sobretudo, o respeito e amor ao nosso Pai Todo-Poderoso “Jah” (Javé/Jeová).
Estas pessoas tem em comum a predisposição genética ao uso terapêutico da Planta Sagrada Cannabis, em qualquer de seus tipos.

São seres humanos que, por direito inalienável de consciência, se identificam com o estilo de vida social-cultural-religioso rastafári, expressão numinosa do Espírito ancestral africano.

Somos pessoas que nunca intentamos contra a ordem pública, nem trabalhamos para ofender a moral vigente.

Nossos cultos e manifestações religiosas acontecem dentro da nossa Niubingui (igreja) sem desarvoramento e na privacidade garantida pela Constituição do Brasil.

Nosso proceder foi sempre trilhado dentro da compreensão legal, dentro dos limites exatos do direito constitucional gravados na nossa magna carta.
Enquanto a opressão se abate sobre nossa entidade religiosa, transtornando sobremaneira o cotidiano dos seus membros e de suas respectivas famílias, vemos o descortinar do “Real Verdade” sobre o poder da “Planta Sacramental” de nossa fé.

Hoje, a imprensa nacional discute os poderes medicinais do hemp-oil, uma substância extraída da planta cannabis, que é eficiente remédio para as mais diversas enfermidades. Esta poderosa substância é o nosso óleo sacramental, sendo parte integrante de nossos ritos espirituais de cura. Este numinoso conhecimento ancestral copta/etíope coptic também era integrante da liturgia de outras culturas religiosas antigas.  Encontramos uma infinidade de referências no Pentateuco Mosaico e na Bíblia Cristã.

Em Êxodo, o hemp-oil é conhecido como óleo de unção ou canenbusen.

Os indianos já se beneficiavam do poder curativo desta substância resinosa, extraída da cannabis há mais de cinco mil anos, nos rituais de cura dos Vedas, sacerdotes da cultura religiosa ayurvedica.

A verdade é que esta milagrosa substância que cura mais de 60% das enfermidades humanas é de conhecimento milenar e popular, sendo um fitoterápico e não um fármaco.

A verdade está nas palavras de um professor de medicina da USP-São Carlos que, em entrevista para o telejornal Bom Dia Brasil da Rede Globo, declarou que aquela instituição tem extensa pesquisa sobre o poder curativo dos inúmeros princípios ativos encontrados na Planta Sagrada Cannabis e que há mais de trinta anos sabem da eficácia da erva contra o câncer.

Estas pesquisas só confirmam o resultado dos estudos conclusivos feitos pela American Câncer Association no início da década de 1970. A pesquisa americana constatou a eficiência da cannabis no tratamento da maioria dos cânceres.

Em verdade, eu vos digo irmãos e irmãs, a sociedade brasileira sabe há trinta anos o que a sociedade americana sabe a mais de quarenta anos:  a cannabis, vulgo maconha, cura câncer sem efeitos colaterais, além de ser extremamente eficiente no tratamento de enjoo e náusea provocada pela quimio e radioterapia. Além de ser mais eficaz que os quimio-farmacológicos dos laboratórios transnacionais, o custo dos fitoterápicos da cannabis é irrisório em comparação com o tratamento convencional.

Então nos encontramos diante do paradoxo moral criado pela proibição da cannabis, onde se tornou crime o cultivo e uso da mais prodigiosa planta conhecida pela humanidade, levando milhares de pessoas ao cárcere todos os anos, enquanto milhões morrem todos os anos por não terem acesso ao tratamento contra o câncer pela cannabis.

Podemos dizer que a proibição/embargo da cannabis é um dos maiores crimes contra a humanidade. Além de ser o maior 171 contra a economia planetária gera dor, sofrimento e angústia a uma considerável parcela da população mundial.

Já sabemos quem foram os responsáveis e os que continuam obtendo lucros pornográficos com este crime.

Algumas questões precisam e deverão ser respondidas:
- quem são os verdadeiros criminosos, aqueles que usam a cannabis, que é praticamente inofensiva à saúde humana, ou os que levaram milhões à morte escondendo a verdade para obter lucro e poder desvairados?
- quem vai restabelecer esta verdade, quebrando este nefasto embargo contra a planta sagrada?
- quando nos livraremos desta medieval doutrina da mentira?

“A pior de todas as ignorâncias é a ignorância filosófica.”

A ignorância funcional só afeta o indivíduo que dela padece, mas a ignorância do douto, que acha tudo saber e nada sabe, atinge a todos que dele dependem.

Por isso nossa Niubingui defende e luta pela Real Verdade. Jesus dizia aos que criam nele: “Se vós permanecerdes em minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” (João 8-31,32).

A “Santa Kaia” faz parte do proceder de nosso aprisco. Para nós, ela é a fonte numinosa de nosso conhecimento. Leia Ezequiel 34-11~15.

Para encerrar, rogo-vos mais uma vez: precisamos de vossa ajuda. Se está  lendo esta carta, é porque vossa senhoria, de alguma maneira pode nos ajudar.
Sua manifestação pelo restabelecimento dos nossos direitos constitucionais já será de imenso poder. Pessoas injustiçadas estão presas e outras na pendência de serem condenadas pela justiça “farisaica”.

Por favor, ajude-nos!

“No meio da rua da cidade, de um e do outro lado do rio, lá estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando cada mês seu fruto; e as folhas da árvore eram para a cura das nações.” (apocalipse 22-2).

Que a Luz da sabedoria divina de nosso Pai Todo-Poderoso se derrame sobre nós, livrando-nos da escuridão da ignorância!


Ras Geraldinho
Líder Religioso da Primeira Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil
Jah Rastafari


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Iperó, 27 de Julho de 2014

23 meses de injusta prisão.

Que a gloriosa Luz divina de Jah preencha nossas almas!

"... mas onde se achará a sabedoria? Onde está a jazida da prudência? A verdadeira sabedoria vem de Jah. O homem não conhece seu valor, nem se acha ele na terra dos viventes. Não se igualará a ela o topázio da Etiópia; nem se poderia comprar com o ouro mais fino. De onde, pois, virá a sabedoria? E onde está o lugar da inteligência? Só Jah entende o caminho dela, e conhece seu lugar. E disse ao homem: eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e inteligência o apartar-se do mal." (Jó 28-12,13,19,20,23,28)

Deixou nosso plano hoje o Mestre Rogério Mourão, o anjo que me ensinou a olhar o céu.

Mourão, meu mestre, que a Luz divina, a qual sempre foi teu objeto de estudo e trabalho, ilumine teu espírito onde quer que esteja no Universo, tua paixão.

Até breve professor, astrônomo, encantador de corações e candeeiro de Sofia.

E nós, que continuamos por aqui, só temos a agradecer. Agradecer a infinita bondade de nosso Pai Misericordioso, que nos presenteou com sua sabedoria.

Rastafari.

Ariano Suassuna

Morreu hoje Ariano Suassuna, e Ras Geraldinho continua na masmorra...

Morre Suassuna, soldado, anjo da eterna batalha da luz divina do conhecimento.

Suassuna do livre pensar, do livre ser, do livre crer.

Ariano que afirmava o ser e que este ser não se encaixa neste mundo. Temos o direito de criar um mundo onde caiba o ser.

Morreu hoje o soldado, anjo, e Ras Geraldinho continua na masmorra.

Descanse em paz, enquanto eu vou ficando por aqui.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Iperó, 18 de agosto de 2014

Dois anos e quatro dias preso, quebrado, torturado, humilhado, mas jamais vencido.

Agradeço ao meu poderoso Pai Jah pela divina graça da luz da sanidade, que é o meu elmo, minha armadura e meu escudo nestes negros tempos de trevas da consciência humana.

10 de setembro de 2014

Pesados são os dias no "matrix" do sistema repressor paulista. A formatação desta corrupta interface operacional do sistema é comprovadamente medieval, corroborando as palavras do nosso atual ministro da justiça.

Infelizmente, a mais antiga instituição criada pelo homem continua sendo a mais odiosa, cruel e desumana. A prisão do semelhante é um vício de consciência tão longinquo na alma humana que hoje nem sabemos o por que do prender.

Prende-se por castigo e por ignorância, pois a "Real Verdade" sobre o cárcere nenhum douto esclarece.

Em tratados ancestrais de Justiça já se ponderava que mil condenações justas não justificam uma condenação injusta.

E, por testemunha, eu posso garantir que a injustiça graça na Justiça brasileira.

"Vi ainda debaixo do sol: no lugar do juízo há impiedade; e, no lugar da justiça há iniquidade. E disse eu em meu coração: ao justo e ao ímpio, julgará Deus; porque ali há um tempo para tudo o que se quer e para tudo o que se faz." (Eclesiastes 3.16,17)

Mas, como disse Sócrates:"Quem disse que seria justo?"

Enquanto perdemos o mais valioso tesouro divino da graça de Jah, que é o tempo de vida, a verdade atropela a frágil, mas duradoura formatação mítica da demonização da cannabis.

Toda semana vemos nos noticiários da mídia de massa novas comprovações do poder curador da "planta sagrada".

Com tom de espanto e dando ar de novidade, os apresentadores dos telejornais relatam a eficácia da resina canábica na cura e prevenção de doenças neurológicas, de praticamente todos os tipos de câncer, do glaucoma e outras, que perfazem mais de sessenta por cento dos males que afligem nossos corpos e espíritos.

De modo quase homeopático, recebemos como inédito o que nos foi escondido por quase um século, de modo a desvincular as mais que comprovadas benesses curativas da mítica "erva do diabo".

O programa (software) de "demonização" da cannabis implantado no inconsciente coletivo mundial foi de enorme eficácia, corrompeu a "real verdade" criando um ódio virtual sobre a mais benéfica planta que Jah nos deixou.

Esta verdade corrompida se instalou como um vírus de computador na "matrix" moral dos sistemas de controle e repressão aos direitos individuais, criando um monstro que é o maior propagador de sofrimento dos seres humanos. Tanto pela odiosa e famigerada "guerra às drogas" quanto pelo embargo a remédios baratos e eficazes para a cura das doenças aqui já citadas. Ainda nos foi proibido o mais funcional e saudável alimento, que é a farinha da semente da cannabis.

Dr. Lester Greenspon, a maior autoridade da medicina ocidental no conhecimento da cannabis medicinal, é enfático ao afirmar que o poderio econômico da indústria farmacêutica hoje é um dos maiores beneficiários do embargo mundial da cannabis. Em seu site, ele relata a experiência própria e de centenas de outras testemunhas do divino poder curador da resina canábica.

Como exemplo, Dr. Lester cita o tratamento aos terríveis efeitos colaterais das quimio e radio terapias, que é a náusea.

Segundo ele, os procedimentos hospitalares para atender as crises de náusea e ânsia, que usam os mais renomados medicamentos químicos, tem nó máximo de 75% a 80% da eficácia, custam acima de mil dólares. Enquanto que, na terapia canábica, basta um baseado antes e um depois e a eficácia fica acima dos 95%,com custo entre um e dois dólares.

Fica fácil compreender porque a "árvore da vida" tem tão poderosos inimigos.

Os conglomerados transnacionais das indústrias petroquimica, farmacêutica e agrícola serão drasticamente afetados com a quebra do embargo da cannabis - a planta sagrada. Isso fará com que cesse os lucros pornográficos dos grandes capitalistas que querem o poder econômico a qualquer preço.

A TV Globo acaba de anunciar, no telejornal Bom dia Brasil a mais nova descoberta contra o câncer de pele, um tratamento genético para o melanoma, com custo estimado de doze mil dólares mensais, com aplicação por diversos meses. Você consegue imaginar os ganhos do laboratório que detém a patente desta nova droga?

Milhões de dólares são gastos em pesquisa para se encontrar medicamentos que curem o que já tem cura.

O hemp-oil, ou sativex, como está sendo chamado, é o mais eficaz tratamento para todos os tipos de cânceres, inclusive o melanoma. Um remédio seguro, sem efeitos colaterais e muito barato.

Fica esclarecido os motivos hediondos da demonização da cannabis, uma planta milagrosa que nos liberta da escravidão pecuniária e do sofrimento físico e psicológico imposto pelo poderio econômico mundial.

O hemp-oil, uma substância viscosa da resina canábica, é usada desde a antiguidade como óleo sacramental por várias religiões.

Nós, da Primeira Igreja Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil declaramos peremptoriamente que esta substância sagrada, atualmente conhecida como hemp-oil, é parte essencial e indissociável da eucaristia de nossa igreja e de nossa fé, sendo o óleo de unção de nosso aprisco, assim como o foi para o Tabernáculo Mosaico descrito no Pentateuco.

A cannabis é a "árvore da vida" encontrada na Bíblia, em Gênesis e Revelações (apocalipse), e foi o primeiro medicamento descoberto pela descendência adâmica. O remédio para o efeito colateral da graça divina, que é a consciência. Este efeito colateral, o qual convencionamos chamar de "depressão" foi o primeiro mal que acometeu a humanidade depois que saímos do "paraíso" (compreenda o sair do paraíso como o ganhar da consciência). E a cannabis foi o primeiro remédio para combater este mal, assim como o usamos até hoje. Por isso compreendemos que quem faz uso da cannabis o faz como auto-medicação, por predisposição genética: uma informação ancestral, passada através dos tempos, gravada em nossos genes.

Tendo entendido estes conceito, nos resta afirmar que além do hemp-oil, todos os remédios oriundos da planta sagrada são fitoterápicos, de conhecimento popular histórico. São remédios naturais seguros e não agressivos para nosso organismo. Não são produtos químico-farmacêuticos e, como tal, não estão sujeitos à patente, nem ao monopólio da indústria farmacêutica, tampouco ao controle draconiano do governo.

A guerra contra o poder de cura das plantas, sendo a cannabis o maior alvo, não é exclusividade pós-moderna. No período medieval, conhecido como a Idade da Escuridão, a inquisição da Igreja Católica fez centenas de milhares de vítimas por conta do controle absoluto deste poder. Qualquer um que ousasse expor o conhecimento de cura das plantas era executado depois de passar pelas mais bárbaras torturas.

A diferença dos dias atuais é que o matrix compreendeu que o indivíduo gera mais lucro para o Sistema estando vivo do que morto.

O que alimenta este desvio de caráter do inconsciente coletivo é o que costumo chamar de "ignorância filosófica", que é a mais perversa de todas as ignorâncias.

Na ignorância pontual, ou pessoal, só o indivíduo sofre pelos fatores sócio-ambientais que não lhe permitiram a aquisição do conhecimento e da iluminação.

Na ignorância filosófica, milhões sofrem por ação de poucos "doutos" que se julgam detentores do conhecimento total, sem, na verdade, nada saberem.

Foi desta dicotomia que o "espírito perverso" do lucro desvairado se apossou para expandir totalitariamente o poder da escravidão moral e intelectual das gerações de nossos antepassados, assim como da nossa atual geração.

A minha condenação de quatorze anos e oito meses é prova desta nefasta formatação moral da burocracia judiciária.

Nossa esperança descansa na fé de que sempre trilhamos dentro das guias da legalidade e, principalmente, da constitucionalidade.

Os direitos constitucionais da pessoa jurídica da Primeira Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil, uma entidade religiosa registrada e reconhecida publicamente, deverão ser respeitados.

O uso da planta cannabis é direito liquido e pétreo dentro do proceder do nosso Santo Tabernáculo, tanto na forma de nuvem quanto o nosso sagrado óleo de unção, e em todas as formas e dons que a Planta Sagrada se apresentar.

Temos consciência de que nunca cometemos crime algum. Todos os nossos procedimentos sempre seguiram as mesmas normas das Igrejas que usam o sacramento da Ayauasca, como é o caso do Santo Daime.

Os verdadeiros criminosos, que enganaram milhões de pessoas em todo o mundo com mentiras e violenta repressão para garantir o embargo da planta cannabis, estes nunca responderão pelo sofrimento que causaram à humanidade.

Nosso consolo está em saber que os anos desta estúpida e odiosa proibição da cannabis está com os dias contados.

Em breve estaremos vivendo uma nova realidade, onde a violenta repressão aos usuários da Santa Kaia será coisa do passado e um novo cenário da economia mundial será implantado, baseado na sustentabilidade divina da cannabis.

E nós? Nós seremos felizes com a graça de Jah.

"No meio das ruas da cidade, de um e do outro lado do rio, estava a "Arvore da Vida", que produz 12 frutos, dando a cada mês seus frutos; e as folhas da árvore eram para a cura das nações." (apocalipse 22-2)

Que a glória de Jah se derrame sobre nós e nos guie para a graça da iluminação.

Ras Geraldinho
Lider da Primeira Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil
Jah Rastafari

sábado, 2 de agosto de 2014

Iperó, 02 de agosto de 2014

Mais um dia,
Menos um dia.

Mais dois pães nosso de cada dia,
Menos dentes na população carcerária.

Mais duas bóias, duas zuleicas¹,
Menos água a cada dia.

Mais uma oração no pátio,
Menos fé no coração.

Mais um dia,
Menos um dia.

Mais uma ducha glacial,
Menos sol para o esqueleto.

Mais tortura psicológica,
Menos assistência social.

Mais um desgraçado entrando no Raio²,
Menos remédio pro apenado.

Mais um bate-piso³,
Menos um babão(4).

Mais um truculento carcereiro,
Mais um dia,
Menos um dia.

Mais um perreco(5) no barraco(6),
Menos saúde no Sistema.

Mais um bolão(7) truculento,
Menos kit de higiene.

Mais desrespeito aos meus direitos,
Menos direitos meus, direitos.

Que direitos?

O mais é menos
O menos é mais

Que direitos?

Se cada dia a mais há menos direitos, quais são os meus direitos?

Um dia a mais,
Menos um dia,
Um dia a menos,
Mais um dia.

E os meus direitos?
Meus direitos.

1) Zuleica: marmitinha mínima de plástico transparente, com tampa azul. O azulado das tampas plásticas, por cacofonia, torna-se zuleica, que também é o nome da senhora chefe da enfermagem da Penitenciária de Iperó.

2) Raio: pavilhão, módulo, bloco de celas.

3) Bate-piso: inspeção semanal das celas, onde os agentes usam um vergalhão de aço de uma polegada com um metro e sessenta centimetros de altura para bater no piso da cela a procura de buracos de fuga ou esconderijos.

4) Babão: travesseiro, artigo proibido no cárcere paulista.

5) Perreco: briga, discussão, falatório.

6) Barraco: cela.

7)Bolão: inspeção extensiva com grande número de agentes, que "destrói" o barraco. 

terça-feira, 29 de julho de 2014

Iperó, 15 de julho de 2014

23 meses no cárcere, à espera da redenção.

Paz, luz e amor a todos os nossos irmãos e irmãs!

"Tributai louvoures ao Senhor, ó filhos de Jah, dai ao Senhor a glória e o poder.
Rendei ao Senhor a glória devida ao seu nome; adorai ao Senhor na formosura de seu santuário." (Salmos 29-1,2)

Mesmo com o gigantesco peso do nosso fardo, não me sinto cansado ou desanimado, muito menos vencido.

Acredito firmemente que cedo ou tarde esta bobagem, que é a perseguição à nossa Niubingui e nossos direitos e liberdade vai acabar.